Momento de ousar

Postado em 06/01/2009

Por causa da internet e das novas mídias e soluções digitais, a comunicação passa, hoje, por grandes e profundas mudanças. Depois da web, acessada por PCs ou por dispositivos móveis, anunciar um produto ou “vender” uma marca nunca mais será a mesma coisa.

A publicidade, portanto, está diante de novos e incríveis desafios. Precisa aprender a ousar para além das mídias tradicionais, como jornais, revistas, TV aberta, outdoors. Até mesmo gigantes do setor, que ainda têm a maior parte dos seus lucros oriundos de campanhas em meios convencionais, estão falando em soluções inovadoras.

Vejam o que disse, recentemente, Luca Lindner, diretor regional do McCann Worldgroup para a América Latina, durante o lançamento da TAG Ideation Buenos Aires (agência de publicidade e conteúdo do grupo especializada no público jovem adulto), e reproduzido pelo site Telaviva (http://www.telaviva.com.br/News.asp?ID=105557):

“Vemos a crise como uma oportunidade. As agências querem poupar, mas achamos que é época de ter coragem e levar idéias inovadoras aos clientes. Estamos otimistas e temos que arriscar”, disse, referindo-se à crise vivida pela publicidade, com encolhimento de verbas destinadas à campanhas.

Se uma forma se mostra não tão eficiente e lucrativa quanto antes, é o momento de inovar e dar atenção às alternativas surgidas com as novas tecnologias. Além de mais eficazes, podem ser bem mais baratas.

Cientes dos limites da publicidade tradicional, várias empresas já vêm investindo, por exemplo, em sites com recursos de interatividade, hotsites, blogs, podcasts, newsletters e mais recentemente nas redes sociais que utilizam sites de compartilhamento de informações, vídeos etc., como Orkut, Facebook, My Space, YouTube, Twitter.

Algumas marcas já descobriram o retorno que dá (e com custos muito pequenos) difundir viralmente um vídeo no You Tube ou criar uma comunidade no Orkut.

Com a evolução tecnológica dos celulares e a rapidez de navegação proporcionada pela internet 3G, a publicidade ganhou uma nova e poderosa mídia, que acompanha o consumidor 24 horas por dia.

O mobile marketing é a nova frente da publicidade. Ele se vale de ferramentas como o SMS, MMS (mensagens multimídia), WAP sites, Bluetooth, QR Code, downloads de vídeos, músicas, jogos. Com elas, anuncia, dá informações relevantes, oferece entretenimento, conteúdos diversos e serviços relacionados àquilo que pretende divulgar.

Quem já experimentou, surpreende-se com os resultados. A resposta do público é imediata, o anunciante atinge exatamente o grupo de que deseja, no local e no momento planejado. As campanhas são muito mais baratas, se comparadas às desenvolvidas nas mídias comuns. Só é preciso respeitar o limite da privacidade: há que ter uma “licença” do usuário para poder enviar as mensagens publicitárias.

Esses novos meios se prestam bem à divulgação de conteúdos e informações não necessariamente de caráter publicitário, mas que tenham utilidade para o consumidor. Eles têm a vantagem de agregar valor à marca, tornar a companhia ou instituição uma fonte confiável - o que é um ganho em imagem institucional.

Não há, então, como não fazer coro com o executivo do McCann Worldgroup: a crise traz oportunidades. É preciso, apenas, reconhecê-las e ter coragem de experimentar novos caminhos.

Diga-nos a sua opinião a respeito!

Natal da Claro

Postado em 19/12/2008

No Japão, quem tem um celular - e estamos falando de 80% da população - já incorporou em seu dia-a-dia o uso do código de barras bidimensional, batizado de QR Code (Quick Response Code), ou código de resposta rápida. Trata-se de uma tecnologia que traz novas possibilidades às campanhas de marketing para dispositivos móveis.Presente em embalagens de produtos, placas, anúncios impressos e até em cartões de visita, entre outras formas de comunicação, o código 2D representa endereços de internet (URLs). Ele permite que o usuário, ao fotografá-lo com a câmera do celular, conecte-se à web rapidamente e tenha acesso a informações e serviços diversos.

No Brasil, onde ainda é uma novidade, o QR Code está sendo usado pela operadora Claro, em uma ação de marketing. A SupportComm, em parceria com a Trevisan Tecnologia, desenvolveu o código para a Claro, publicado em anúncios de Natal da operadora em jornais e revistas de todo o país.
Com o anúncio na mão e o aparelho devidamente habilitado para a função de leitura, o usuário aciona a câmera fotográfica de seu celular para ler o QR Code impresso na página, o software I-nigma, e assim ter acesso ao seguinte endereço de WAP site, também desenvolvido pela SupportComm: http://wap.claro.com.br/natal2008. neste site o usuário poderá baixar a trilha gratuita da campanha, além de entrar no link da categoria de Natal de conteúdos e comprar ringtones, jogos e imagens.

imagem divulgada no blog Mobilepedia

Imagem divulgada no blog Mobilepedia

Mas como o usuário se habilita para ler o código? Simples: enviando um SMS gratuito com a palavra ESCOLHA para o número 250 (essa instrução aparece impressa ao lado do QR Code, nos anúncios). A partir daí, se o modelo do celular for compatível, o cliente fará gratuitamente o download do i-nigma, o software escolhido pela Claro e fornecido por um parceiro da SupportComm para ler o código bidimensional utilizado nas peças publicitárias de sua campanha de Natal.

Imagem publicada no blog Mobilepedia

Imagem divulgada no blog Mobilepedia

O aplicativo habilita as câmeras fotográficas dos celulares para lerem os códigos 2D. Assim, os aparelhos acessam a internet rapidamente e podem receber conteúdos multimídia. Mais de 100 modelos de celular disponíveis no mercado são compatíveis com o software (que tem origem anglo-israelense e é representado no Brasil pela empresa gaúcha Trevisan Tecnologia).
É a primeira vez que a SupportComm realiza uma campanha com o QR Code, que, diferentemente do código de barras tradicional, tem aplicações ilimitadas. Com uma campanha desse porte, a Claro quer incentivar o uso da internet móvel entre os seus usuários. Sendo bem-sucedida, vai contribuir, também, para a popularização do código bidimensional em ações de mobile marketing.
Para o usuário, é uma forma rápida e prática de se conectar à internet - e com a vantagem de que basta baixar o aplicativo uma única vez para acessar o wap site a partir do mesmo código inúmeras vezes. Mais um passo em direção à convergência de mídias no celular, um computador de bolso completo e que (além de tudo) faz ligações!

Dê a sua opinião sobre essa nova tecnologia!

Papai Noel digital

Postado em 12/12/2008

Os recursos tecnológicos estão mudando a cara do Natal. Não só porque os presentes mais cobiçados são celulares, jogos eletrônicos, câmeras ou notebooks. As próprias campanhas promocionais fazem uso, cada vez mais, das novidades da tecnologia.

Um exemplo é a campanha de Natal realizada neste momento no MorumbiShopping, em São Paulo, e que se estende até 25 de dezembro. Em parceria com a SupportComm, o shopping criou uma ação de mobile marketing que usa o sistema Bluetooth para projetar em oito telões as fotos de crianças com o Papai Noel que estão sendo tiradas momentos antes.

Uma promotora do shopping faz as fotos com um aparelho celular e as envia, via Bluetooth, para um banco de dados que alimenta os telões. O objetivo da iniciativa é oferecer uma nova opção de entretenimento aos visitantes.

Essa não é a primeira ação do tipo desenvolvida pela SupportComm para o shopping. Em março, por exemplo, os freqüentadores foram desafiados a concorrer a ingressos para o espetáculo “Alegria” do Cirque du Soleil por meio do envio de frases com as palavras alegria, Cirque du Soleil e MorumbiShopping, também pelo sistema Bluetooth. Os autores das 20 frases mais criativas ganharam pares de ingressos para assistir à apresentação.

O que torna o uso do Bluetooth uma grande vantagem com relação a mídias tradicionais, como folders e panfletos, é a agilidade na transmissão da informação e o impacto que a ação causa no público-alvo. Sua tecnologia permite a transmissão de dados entre telefones celulares, palmtops, PCs, notebooks, câmeras digitais e outros aparelhos, sem a necessidade de fios. A comunicação é feita por meio de freqüências de rádio e se dá entre os dispositivos localizados dentro de certo limite de proximidade (até 100 metros).

Os usos promocionais do sistema são os mais variados e, dizem especialistas, prometem conquistar os usuários cansados do “bombardeio” da publicidade convencional.

Por meio dessa tecnologia, celulares localizados em determinado raio de alcance são conectados e os usuários perguntados se desejam receber conteúdos relacionados a determinada marca. Aí não há limite para a imaginação. Os conteúdos podem ser arquivos de música, wallpapers, fotos, vídeos, mensagens de texto etc.

Esses são bons exemplos de como o mobile marketing faz uso da interatividade e do entretenimento para fixar marcas e promover campanhas. Qual a sua opinião sobre o uso desta tecnologia em ações publicitárias?

Opt-in, opt-out, ética e marketing digital

Postado em 10/11/2008

O mundo digital abriu novas e ilimitadas possibilidades para o marketing. A internet, como se sabe, mudou a maneira de se chegar ao público-alvo. As respostas às ações são instantâneas. A comunicação é muito mais pessoal e, principalmente, interativa. Características que se intensificam no mobile marketing, o marketing para dispositivos móveis, que ganhou outra dimensão com a chegada da internet rápida, a 3G, aos celulares.

O celular incorporou funções de várias outras mídias, tanto impressa quanto eletrônica, com a vantagem de ser de bolso. Por esse motivo, não há como falar dos novos caminhos abertos para o marketing com a chegada dessas novidades tecnológicas sem tocar num ponto crucial até para a eficácia desse novo marketing: a questão do respeito à privacidade.

Há um consenso hoje de que não é eticamente correto enviar e-mails e mensagens SMS ou multimídia, por exemplo, com conteúdo comercial para o consumidor que não esteja disposto a recebê-los.

A experiência do e-mail marketing, com frequência confundido com spam - por causa da irresponsabilidade de alguns - e do uso abusivo dos pop-ups em sites tem muito a nos ensinar sobre o tratamento que deve ser dispensado ao público-alvo em campanhas envolvendo mobile marketing. Já se fala no marketing de permissão, onde nada é enviado sem o consentimento do receptor, e campanhas que não respeitam essa privacidade não são eficientes em termos de resultados.

Basta observar a proliferação de blogs e sites registrando queixas contra empresas e comunidades anti-marcas reunindo consumidores que se sentiram “invadidos” e até “lesados”. Ou a quantidade de gente que simplesmente ignora as mensagens dos pop-ups.

Vem crescendo a adesão às políticas anti-spam, como o uso de opt-in (o cliente dá permissão para que seu nome seja incluído na lista dos que querem receber mensagens SMS comerciais de uma determinada marca) e opt-out (ferramenta de descadastro, que permite ao cliente informar que não deseja mais receber tais mensagens SMS).

Dessa forma, o SMS, por exemplo, não é visto como spam por quem o recebe. Uma prática saudável que pode e deve ser adotada no marketing pelo celular. Mas com o cuidado de observar que os mecanismos de opt-in e opt-out realmente funcionem: nada pior do que uma ferramenta de descadastro que dá tanto trabalho que faz o usuário desistir.

Os incríveis avanços da tecnologia digital dão asas ao marketing, mas é preciso seguir boas práticas e estabelecer uma relação saudável com os clientes - não só para mantê-los fiéis, como para conquistar novos.

Enviar publicidade via SMS para uma base bem menor de clientes pode assustar algumas empresas. Mas será que atingir menos gente, porém gente que está disposta a nos ouvir e que manifesta o desejo de ser comunicada sobre novos produtos e serviços, não é mais interessante e produtivo?

Ou, pelo menos, será que esta não é uma questão ética inegociável do marketing digital, cujo desrespeito depõe contra a credibilidade da marca e faz o “feitiço virar contra o feiticeiro”?

Mobile Marketing veio mesmo para ficar

Postado em 04/11/2008

O 1º Fórum Mobile+, ocorrido entre os dias 21 e 23/10, deixou claro o que vem sendo discutido com muito entusiasmo entre profissionais de comunicação: o mobile marketing veio realmente para ficar.

Nos três dias do evento foi discutido o desenvolvimento de aplicações voltadas a negócios, finanças pessoais, comunicações empresariais, aplicações corporativas, mobile advertising, mobile commerce e mobile marketing por profissionais das principais operadoras de telefonia móvel, agências de comunicação, integradores de soluções, entre outros.

Um ponto que vale a pena destacar e que foi comentado no Fórum são as projeções de investimentos das marcas no segmento de mobile marketing para o quase terminado ano de 2008 que, segundo o IDC, gira em torno de 150 milhões de dólares, e a tendência é que para os próximos anos aumentem cada vez mais, quando o mercado estiver mais maduro.

Seguindo essa tendência, a SupportComm mais uma vez inovou lançando no Fórum o primeiro portal mobile de vídeo 3G no Brasil, mais uma importante ferramenta para campanhas de mobile marketing. Para atestar a qualidade deste serviço, trechos de algumas das palestras podem ser conferidos por celulares 3G no endereço http://mplus.supp.com.br.

David Carvalho, Diretor Comercial da SupportComm

1º Fórum Mobile+ Mobilidade + Negócios

Postado em 22/10/2008

A rápida evolução das redes de telefonia celular e de banda larga móvel no Brasil tem levado a uma nova forma de relacionamento entre empresas e consumidores, além de abrir outras frentes de negócios. Para discutir o assunto, foi criado o 1º Fórum Mobile+ Mobilidade + Negócios, que está acontecendo esta semana em São Paulo, na sede da Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham). Desde terça-feira, dia 21 de outubro, e até essa quinta-feira, 23, centenas de pessoas participam do evento e assistem a palestras de profissionais e especialistas nas áreas de telecomunicações, marketing, publicidade, integração de sistemas e de celulares.

O fórum conta com a presença de executivos das áreas de negócios, serviços de valor adicionado das operadoras de celular, profissionais de atendimento a mercados corporativos, CIOs e CTOs das principais empresas do setor financeiro, profissionais de marketing e comunicação, entre outros.

A SupportComm é uma das empresas participantes. Além de um estande no evento, seu CEO, Alberto Leite, é um dos palestrantes. No primeiro dia do fórum, Leite falou sobre “M-CRM: hora de integrar atendimento e celular” - Novas formas de atender o consumidor e de se relacionar com ele, levando em consideração a conectividade do celular e as novas redes banda larga sem fio.

Durante o evento também está sendo lançado pela SupportComm o primeiro portal mobile de vídeo streaming 3G. Vídeos com os melhores momentos do evento já estão disponíveis para serem acessados por celular no endereço http://mplus.supp.com.br.

Anúncio Valor Econômico

Anúncio Valor Econômico publicado em 22/10/2008

Caça ao iPhone 3G

Além de contribuir para a discussão da mobilidade e sua aplicação nos negócios, a SupportComm está realizando uma ação de marketing durante o evento para mostrar, na prática, as soluções de interatividade que oferece a seus clientes.

Criou o “Caça ao iPhone 3G”, um “caça ao tesouro” aplicado ao marketing digital. Estão sendo distribuídos 3 iPhones 3G (1 por dia) para os vencedores do concurso cultural. O público-alvo são empresários e executivos do mercado, anunciantes e publicitários interessados em ações mobile.

Ação realizada pela SupportComm no Fórum

Ação realizada pela SupportComm no Fórum

A ação “Caça ao iPhone 3G” funciona da seguinte maneira: os visitantes do fórum são convidados a ativar o Bluetooth por onde recebem wallpapers e uma revista mobile com a programação do evento. No wallpaper encontram um número do portal de voz, e ao ligarem respondem a uma pergunta, recebendo em seguida uma mensagem SMS com o link para o leitor de código 2D I-nigma.

São distribuídos em banners 5 códigos (4 sem conteúdo relevante e 1 com um link) para acessar o endereço WAP. Ao encontrarem o endereço no código 2D, os participantes são direcionados para o Portal WAP onde encontrarão o formulário de participação do concurso cultural. O mote da campanha é “O que você faria para levar o iPhone 3G para casa?”. As três frases mais criativas ganham os aparelhos.

O ganhador é comunicado do seu prêmio por meio de uma mensagem SMS com click-to-call para agendar a retirada do telefone. O click-to-call é a ação de ligar para um número de telefone por meio de uma mensagem de texto. Para isso, é indicado um número de telefone na mensagem. Ao discar para o número, o ganhador é direcionado a uma ligação telefônica.

O que está sendo discutido

“Road map para a mobilidade corporativa”: como operadoras e empresas vêm se preparando para integrar os recursos do celular, dos smartphones e das redes móveis banda larga e as necessidades em vendas, atendimento ao cliente, suporte, marketing e relacionamento.

“Mobile office: ferramentas para um mundo móvel: quais são as aplicações e tecnologias que estão agilizando e transformando a forma de trabalhar em pequenas, médias e grandes corporações levando o escritório para todos os lugares.

“M-CRM: hora de integrar atendimento e celular”: as novas formas de atender o consumidor e de se relacionar com ele, levando-se em consideração a conectividade do celular e as novas redes banda larga sem fio.

“Machine-to-machine: o celular além das pessoas”: comunidades móveis que geram novos modelos de negócios, no painel.

“Localização, oportunidade para os negócios”: a importância de localizar consumidores e colaboradores para o sucesso dos negócios.

“Nova geração de dispositivos 3G”

“Mobile Commerce: o novo marketplace”: o celular se transformou em um poderoso canal de vendas.

“M-finance: onde bancos, usuários e celular convergem”: como o celular e as redes móveis tornaram-se essenciais para as transações financeiras.

“Mobile marketing: a realidade brasileira”

Portabilidade numérica: direitos e desafios

Postado em 02/10/2008

Setembro começou com grandes novidades na telefonia brasileira. Desde o dia 1º está em vigor a portabilidade numérica no país. Isso significa que os consumidores agora podem manter seu número de telefone, fixo ou celular, quando trocam de operadora. Uma conquista histórica!

Como dizem os órgãos de defesa do consumidor, este vai poder exercer seu direito de escolha e a perda do número deixará de ser a grande barreira para aqueles que desejam optar por outra prestadora de serviços que ofereça, por exemplo, planos de telefonia mais econômicos, produtos diferenciados ou qualidade superior de atendimento.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deu um prazo para que as operadoras se preparassem para a medida: a portabilidade chegará em etapas, começando por cidades do interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul e capitais menos populosas como Vitória (ES), Goiânia (GO) e Teresina (PI), até abranger as metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo, em março de 2009.

Os usuários poderão solicitar a manutenção do seu número quando quiserem trocar de serviço dentro de uma mesma operadora (de pré-pago para pós-pago e vice-versa), ou trocar de prestadora dentro de uma mesma área (com o mesmo DDD). Não será permitida, como acontece em outros países, a portabilidade de fixo para móvel ou de móvel para fixo.

No caso dos que assinaram contratos de fidelidade, o jeito é pagar a multa de rescisão prevista no acordo, se a mudança realmente for interessante. Não haverá limites para a troca de operadoras, que poderá ser feita inúmeras vezes. Segundo a Anatel, ela só não poderá ocorrer durante o período de migração, de cinco dias, e o consumidor terá de pagar uma taxa simbólica de cerca de R$ 4,00 cada vez que optar pela portabilidade.

Esse novo cenário, em que os usuários passam a ser donos do próprio número, traz, sem dúvidas, muitos desafios para as empresas de telefonia. Os executivos do setor prevêem o acirramento da competição e uma nova guerra de preços, em que cada empresa oferecerá um plano mais econômico e atraente que a outra.

A disputa se dará, principalmente, entre operadoras de celulares, uma vez que a portabilidade para fixos mudará pouca coisa para quase a metade da população brasileira, que vive em cidades servidas por apenas uma empresa de telefonia fixa.

Pacotes econômicos e vantagens como ganhar aparelhos de celular são os fatores que mais motivam os brasileiros a mudar de prestadora de serviço, informam pesquisas de mercado. Segundo uma delas, feita pelo Morgan Stanley, 20% de brasileiros usuários de telefone móvel trocariam de operadora por essas razões. A instituição financeira fez o mesmo estudo em outros países, como o México, onde 17% dos usuários se disseram dispostos a mudar de operadora, mas por causa da qualidade dos serviços.

O preço é a razão central hoje, mas amanhã o quadro pode mudar. A questão é que a portabilidade chegou para agitar esse mercado. Para segurar seus assinantes, as operadoras terão que se diferenciar, cada vez mais, oferecendo novos produtos e serviços de valor agregado (conhecidos pela sigla SVA ou VAS, em inglês), principalmente jogos, download de vídeos e músicas, ringtones, wallpapers, serviços de localização, notícias, ou seja, tudo aquilo que faz do celular uma solução multimídia.

As empresas que detêm as maiores fatias do bolo serão as mais pressionadas a sofisticar a oferta de serviços, se não quiserem perder espaço para as que entraram no jogo mais recentemente.

Terão de encontrar novas maneiras de “fidelizar” o cliente e buscar seu posicionamento no mercado, especialmente no período de 12 meses após a entrada em vigor da portabilidade numérica, que é quando a movimentação costuma ser maior, segundo experiência de outros países. Depois desse período, tende a haver uma estabilidade.

Será esse o momento chave para as operadoras usarem de toda a competência e criatividade para conhecer bem seu público e partir para soluções inteligentes? O principal trunfo que tinham para reter os clientes, o incômodo provocado pela perda do número, com todo o prejuízo que isso acarretava para os relacionamentos pessoais e a vida profissional, foi por água abaixo. Em uma situação em que todos têm mais liberdade de escolha, ganha quem tem mais qualidade. E você, o que acha?

 

Alberto Leite, CEO da SupportComm

iPhone: o consumidor ganha ou perde?

Postado em 04/09/2008

Não se pode negar. O aparelho da Apple chegou como novidade notável. Pequeno para computador de bolso, porém grande para um celular, é capaz de convergir funções de câmera digital, internet (com boa navegação), telefone e iPod, e ainda por cima com uma revolucionária interface gráfica acionada por leves toques dos dedos.

Os criadores do Macintosh capricharam na nova invenção, nas mãos já de milhões de pessoas em todo o mundo, e que agora ganhou a versão 3G. Bem mais veloz na transmissão de dados, ela traz como vantagem sobre a anterior, por exemplo, a possibilidade de falar e navegar na rede ao mesmo tempo, além da qualidade superior de áudio.

Uma pesquisa realizada este ano nos Estados Unidos aponta que 28% dos usuários de iPhone substituem as funções de um notebook pelas do celular, devido a sua praticidade. Também foi apontado que mais de 75% destes usuários utilizam a internet móvel com mais frequência do que utilizavam em seus antigos celulares, mas 24% dizem que o navegador não é compatível com todos os sites.

Seria esse aparelhinho, de preço um pouco salgado, ainda que mais barato que os computadores convencionais, um passo gigante em direção à inclusão digital de milhões de pessoas?

Há quem ache que sim. Porém, estamos só no começo da internet móvel. A Apple pode ter dado a partida criando um produto inovador, mas já há concorrentes quase à altura e outros prometendo “arrasar quarteirões”, como o Google Phone - que, segundo dizem, pode ser para o iPhone o que o Windows foi para o Macintosh (este continua com seus fãs incondicionais, mas ocupa uma fatia pequena do mercado).

Enquanto a Apple faz grandes restrições à instalação de outros softwares no iPhone, limitando o universo de opções para seus usuários, “smartphones” de outras marcas buscam oferecer um número ilimitado de aplicativos desenvolvidos por programadores criativos dos quatro cantos do planeta.

O Google, por exemplo, para voltar a citar um concorrente de peso da Apple, está investindo milhões em programas como o da rede social (tipo Orkut) incrementada com um GPS, que indica, em um mapa, onde estão os amigos do usuário. O iPhone não tem nada parecido, além de, por causa da política da sua marca, não comportar softwares populares como o MSN e o Skype.

Assim como aconteceu com a chegada das tecnologias GSM e 3G, o iPhone pode virar febre entre os apaixonados por gadgets e inovações tecnológicas, atrair investimentos para o mobile marketing e tornar real o conceito de convergência de mídias.

Mas a pergunta que deixamos no ar é: seria esse o verdadeiro caminho para a aceleração da base de usuários da internet móvel? Ou um aparelho, por mais genial que seja, porém fechado a programas de outras procedências, não limitaria a liberdade de escolha do consumidor?

 Alberto Leite, CEO da SupportComm

Mais um passo

Postado em 04/09/2008

Como uma das principais empresas provedoras de serviços para telefonia móvel do Brasil, para a SupportComm é natural contribuir para que o diálogo entre a empresa, consumidores, clientes e parceiros aconteça da forma mais direta e intensa possível.

Interessada em “falar”, mas principalmente em “ouvir”, a SupportComm criou esse blog para participar ainda mais ativamente do grande diálogo em que se transformou a web. Com os blogs, internautas de qualquer parte do mundo se transformam em produtores de conteúdo, utilizando para isso apenas um computador conectado à internet.

Nosso objetivo é difundir informação de qualidade, compartilhar experiências e fomentar muita, mas muita discussão sobre os novos recursos e ferramentas de telefonia móvel, o mundo digital, as novas mídias, o mercado de mobile marketing.

Ainda mais importante do que discutir a tecnologia é entender profundamente o comportamento do consumidor perante todos esses produtos e serviços tão inovadores. Estudos recentes apontam, por exemplo, que em cerca de quatro anos 25% do entretenimento consumido pelas pessoas terá sido criado, editado e compartilhado dentro de seus círculos e comunidades de relacionamento ao invés de virem dos grupos tradicionais de mídia.

É esse desejo genuíno de não apenas criar e compartilhar conteúdos e informações, mas também de misturar e repassar a grupos de interesse comum que se configura uma de nossas pretensões com a iniciativa do blog. Portanto, acreditamos que essa mídia social colaborativa será decisiva para o sucesso e fracasso das Empresas nos próximos anos. E, neste aspecto, onde a participação de todos é de fundamental importância, queremos dividir e “circular” conhecimento, informações e conteúdos.

Convidamos você a participar desse bate-papo, fazendo seus comentários, sugestões, críticas e nos ajudando a entender esses temas tão novos, mas que já ocupam um espaço muito importante no nosso dia-a-dia.

Seja muito bem-vindo!

Alberto Leite, CEO da SupportComm

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