iPhone: o consumidor ganha ou perde?

Postado em 04/09/2008

Não se pode negar. O aparelho da Apple chegou como novidade notável. Pequeno para computador de bolso, porém grande para um celular, é capaz de convergir funções de câmera digital, internet (com boa navegação), telefone e iPod, e ainda por cima com uma revolucionária interface gráfica acionada por leves toques dos dedos.

Os criadores do Macintosh capricharam na nova invenção, nas mãos já de milhões de pessoas em todo o mundo, e que agora ganhou a versão 3G. Bem mais veloz na transmissão de dados, ela traz como vantagem sobre a anterior, por exemplo, a possibilidade de falar e navegar na rede ao mesmo tempo, além da qualidade superior de áudio.

Uma pesquisa realizada este ano nos Estados Unidos aponta que 28% dos usuários de iPhone substituem as funções de um notebook pelas do celular, devido a sua praticidade. Também foi apontado que mais de 75% destes usuários utilizam a internet móvel com mais frequência do que utilizavam em seus antigos celulares, mas 24% dizem que o navegador não é compatível com todos os sites.

Seria esse aparelhinho, de preço um pouco salgado, ainda que mais barato que os computadores convencionais, um passo gigante em direção à inclusão digital de milhões de pessoas?

Há quem ache que sim. Porém, estamos só no começo da internet móvel. A Apple pode ter dado a partida criando um produto inovador, mas já há concorrentes quase à altura e outros prometendo “arrasar quarteirões”, como o Google Phone - que, segundo dizem, pode ser para o iPhone o que o Windows foi para o Macintosh (este continua com seus fãs incondicionais, mas ocupa uma fatia pequena do mercado).

Enquanto a Apple faz grandes restrições à instalação de outros softwares no iPhone, limitando o universo de opções para seus usuários, “smartphones” de outras marcas buscam oferecer um número ilimitado de aplicativos desenvolvidos por programadores criativos dos quatro cantos do planeta.

O Google, por exemplo, para voltar a citar um concorrente de peso da Apple, está investindo milhões em programas como o da rede social (tipo Orkut) incrementada com um GPS, que indica, em um mapa, onde estão os amigos do usuário. O iPhone não tem nada parecido, além de, por causa da política da sua marca, não comportar softwares populares como o MSN e o Skype.

Assim como aconteceu com a chegada das tecnologias GSM e 3G, o iPhone pode virar febre entre os apaixonados por gadgets e inovações tecnológicas, atrair investimentos para o mobile marketing e tornar real o conceito de convergência de mídias.

Mas a pergunta que deixamos no ar é: seria esse o verdadeiro caminho para a aceleração da base de usuários da internet móvel? Ou um aparelho, por mais genial que seja, porém fechado a programas de outras procedências, não limitaria a liberdade de escolha do consumidor?

 Alberto Leite, CEO da SupportComm

Mais um passo

Postado em 04/09/2008

Como uma das principais empresas provedoras de serviços para telefonia móvel do Brasil, para a SupportComm é natural contribuir para que o diálogo entre a empresa, consumidores, clientes e parceiros aconteça da forma mais direta e intensa possível.

Interessada em “falarâ€, mas principalmente em “ouvirâ€, a SupportComm criou esse blog para participar ainda mais ativamente do grande diálogo em que se transformou a web. Com os blogs, internautas de qualquer parte do mundo se transformam em produtores de conteúdo, utilizando para isso apenas um computador conectado à internet.

Nosso objetivo é difundir informação de qualidade, compartilhar experiências e fomentar muita, mas muita discussão sobre os novos recursos e ferramentas de telefonia móvel, o mundo digital, as novas mídias, o mercado de mobile marketing.

Ainda mais importante do que discutir a tecnologia é entender profundamente o comportamento do consumidor perante todos esses produtos e serviços tão inovadores. Estudos recentes apontam, por exemplo, que em cerca de quatro anos 25% do entretenimento consumido pelas pessoas terá sido criado, editado e compartilhado dentro de seus círculos e comunidades de relacionamento ao invés de virem dos grupos tradicionais de mídia.

É esse desejo genuíno de não apenas criar e compartilhar conteúdos e informações, mas também de misturar e repassar a grupos de interesse comum que se configura uma de nossas pretensões com a iniciativa do blog. Portanto, acreditamos que essa mídia social colaborativa será decisiva para o sucesso e fracasso das Empresas nos próximos anos. E, neste aspecto, onde a participação de todos é de fundamental importância, queremos dividir e “circular†conhecimento, informações e conteúdos.

Convidamos você a participar desse bate-papo, fazendo seus comentários, sugestões, críticas e nos ajudando a entender esses temas tão novos, mas que já ocupam um espaço muito importante no nosso dia-a-dia.

Seja muito bem-vindo!

Alberto Leite, CEO da SupportComm

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