Momento de ousar

Postado em 06/01/2009

Por causa da internet e das novas mídias e soluções digitais, a comunicação passa, hoje, por grandes e profundas mudanças. Depois da web, acessada por PCs ou por dispositivos móveis, anunciar um produto ou “vender” uma marca nunca mais será a mesma coisa.

A publicidade, portanto, está diante de novos e incríveis desafios. Precisa aprender a ousar para além das mídias tradicionais, como jornais, revistas, TV aberta, outdoors. Até mesmo gigantes do setor, que ainda têm a maior parte dos seus lucros oriundos de campanhas em meios convencionais, estão falando em soluções inovadoras.

Vejam o que disse, recentemente, Luca Lindner, diretor regional do McCann Worldgroup para a América Latina, durante o lançamento da TAG Ideation Buenos Aires (agência de publicidade e conteúdo do grupo especializada no público jovem adulto), e reproduzido pelo site Telaviva (http://www.telaviva.com.br/News.asp?ID=105557):

“Vemos a crise como uma oportunidade. As agências querem poupar, mas achamos que é época de ter coragem e levar idéias inovadoras aos clientes. Estamos otimistas e temos que arriscar”, disse, referindo-se à crise vivida pela publicidade, com encolhimento de verbas destinadas à campanhas.

Se uma forma se mostra não tão eficiente e lucrativa quanto antes, é o momento de inovar e dar atenção às alternativas surgidas com as novas tecnologias. Além de mais eficazes, podem ser bem mais baratas.

Cientes dos limites da publicidade tradicional, várias empresas já vêm investindo, por exemplo, em sites com recursos de interatividade, hotsites, blogs, podcasts, newsletters e mais recentemente nas redes sociais que utilizam sites de compartilhamento de informações, vídeos etc., como Orkut, Facebook, My Space, YouTube, Twitter.

Algumas marcas já descobriram o retorno que dá (e com custos muito pequenos) difundir viralmente um vídeo no You Tube ou criar uma comunidade no Orkut.

Com a evolução tecnológica dos celulares e a rapidez de navegação proporcionada pela internet 3G, a publicidade ganhou uma nova e poderosa mídia, que acompanha o consumidor 24 horas por dia.

O mobile marketing é a nova frente da publicidade. Ele se vale de ferramentas como o SMS, MMS (mensagens multimídia), WAP sites, Bluetooth, QR Code, downloads de vídeos, músicas, jogos. Com elas, anuncia, dá informações relevantes, oferece entretenimento, conteúdos diversos e serviços relacionados àquilo que pretende divulgar.

Quem já experimentou, surpreende-se com os resultados. A resposta do público é imediata, o anunciante atinge exatamente o grupo de que deseja, no local e no momento planejado. As campanhas são muito mais baratas, se comparadas às desenvolvidas nas mídias comuns. Só é preciso respeitar o limite da privacidade: há que ter uma “licença” do usuário para poder enviar as mensagens publicitárias.

Esses novos meios se prestam bem à divulgação de conteúdos e informações não necessariamente de caráter publicitário, mas que tenham utilidade para o consumidor. Eles têm a vantagem de agregar valor à marca, tornar a companhia ou instituição uma fonte confiável - o que é um ganho em imagem institucional.

Não há, então, como não fazer coro com o executivo do McCann Worldgroup: a crise traz oportunidades. É preciso, apenas, reconhecê-las e ter coragem de experimentar novos caminhos.

Diga-nos a sua opinião a respeito!

Papai Noel digital

Postado em 12/12/2008

Os recursos tecnológicos estão mudando a cara do Natal. Não só porque os presentes mais cobiçados são celulares, jogos eletrônicos, câmeras ou notebooks. As próprias campanhas promocionais fazem uso, cada vez mais, das novidades da tecnologia.

Um exemplo é a campanha de Natal realizada neste momento no MorumbiShopping, em São Paulo, e que se estende até 25 de dezembro. Em parceria com a SupportComm, o shopping criou uma ação de mobile marketing que usa o sistema Bluetooth para projetar em oito telões as fotos de crianças com o Papai Noel que estão sendo tiradas momentos antes.

Uma promotora do shopping faz as fotos com um aparelho celular e as envia, via Bluetooth, para um banco de dados que alimenta os telões. O objetivo da iniciativa é oferecer uma nova opção de entretenimento aos visitantes.

Essa não é a primeira ação do tipo desenvolvida pela SupportComm para o shopping. Em março, por exemplo, os freqüentadores foram desafiados a concorrer a ingressos para o espetáculo “Alegria” do Cirque du Soleil por meio do envio de frases com as palavras alegria, Cirque du Soleil e MorumbiShopping, também pelo sistema Bluetooth. Os autores das 20 frases mais criativas ganharam pares de ingressos para assistir à apresentação.

O que torna o uso do Bluetooth uma grande vantagem com relação a mídias tradicionais, como folders e panfletos, é a agilidade na transmissão da informação e o impacto que a ação causa no público-alvo. Sua tecnologia permite a transmissão de dados entre telefones celulares, palmtops, PCs, notebooks, câmeras digitais e outros aparelhos, sem a necessidade de fios. A comunicação é feita por meio de freqüências de rádio e se dá entre os dispositivos localizados dentro de certo limite de proximidade (até 100 metros).

Os usos promocionais do sistema são os mais variados e, dizem especialistas, prometem conquistar os usuários cansados do “bombardeio” da publicidade convencional.

Por meio dessa tecnologia, celulares localizados em determinado raio de alcance são conectados e os usuários perguntados se desejam receber conteúdos relacionados a determinada marca. Aí não há limite para a imaginação. Os conteúdos podem ser arquivos de música, wallpapers, fotos, vídeos, mensagens de texto etc.

Esses são bons exemplos de como o mobile marketing faz uso da interatividade e do entretenimento para fixar marcas e promover campanhas. Qual a sua opinião sobre o uso desta tecnologia em ações publicitárias?

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